Date: 11 de abril de 2018

Equipes levam resgate, água e alimentos a prejudicados pelas chuvas

Equipes de resgate auxiliam atingidos pela chuva em Caxias

Centenas de pessoas atingidas pelos estragos das chuvas nos últimos dias recebem apoio do Governo do Estado com as ações de equipes do Corpo de Bombeiros, Centro Tático Aéreo e das secretarias de referência. Segundo a Defesa Civil do Estado, pelo menos 15 cidades foram alvo de enchentes e enxurradas.

As equipes de salvamento prestam reforço realocando as populações desabrigadas, monitorando a situação de risco e fazendo, junto às prefeituras, levantamento das necessidades prioritárias. Nesta quarta-feira (11), o Governo do Maranhão enviou remessas de mantimentos a cidades afetadas.

Em Tuntum, uma das mais recentes na lista de atingidas, equipe do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil articula com a Prefeitura local as medidas tomadas na região. Além das famílias desabrigadas, as chuvas comprometeram as vias de acesso, dificultando a chegada do salvamento ao local.

Um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA) foi disponibilizado permitindo que a ajuda chegasse à cidade. Com as equipes em solo, todos os desabrigados foram retirados das áreas alagadas e transferidos a locais seguros.

Moradores tentam salvar alguns objetos de casas que ficaram alagadas em Tuntum . (Foto: Divulgação/Paulino Silva)

Outra cidade em que as equipes atuaram foi Caxias, onde houve transbordamento do riacho afluente do Rio Itapecuru no povoado Riachão. Foram socorridas seis famílias com retirada emergencial do Corpo de Bombeiros.

Apoio

A ajuda humanitária inclui distribuição de mantimentos, cestas básicas de alimentos, medicação e itens como roupas, colchonetes, filtros e água.  A remessa enviada nesta quarta-feira atende solicitação das prefeituras de Bacabal, Trizidela do Vale e Pedreiras, totalizando aproximadamente 600 itens.

Na última semana, os mantimentos beneficiaram as famílias desabrigadas em Marajá do Sena.

A Secretaria de Desenvolvimento Social já enviou 650 cestas básicas, 250 colchões, 200 galões de 20 litros de água e 200 filtros de barro para quatro municípios atingidos pelas chuvas. A assistência continua até a normalização da situação.

Cidades atingidas

Em Bacabal, o suporte enviado pelo Governo se soma ao efetivo do Quartel do Corpo de Bombeiros local, que prestou os primeiros atendimentos pós-enchentes. Na lista de municípios prejudicados e já atendidos pela força-tarefa do Governo estão ainda Presidente Vargas, Imperatriz e Brejo.

Equipes dos Bombeiros e Defesa Civil mantêm contato com as prefeituras de Cantanhede, Timbiras, São João do Soter, Nina Rodrigues, São Luiz Gonzaga, Rosário, Esperantinópolis, Lago dos Rodrigues e Balsas para definir as medidas.

O coordenador da Defesa Civil, o capitão Izaac Matos ressalta que os municípios do Centro Maranhense são os mais atingidos e demandados, boa parte pela sua condição de proximidade de rios ou córregos que tiveram o nível elevado. Em alguns casos, onde esse nível possa aumentar, as prefeituras de pronto acionam Bombeiros e Defesa, que ficam a postos.

Em Trizidela, um posto de comando foi instalado no Quartel do Corpo de Bombeiros, local para agilizar o atendimento às demandas. “Técnicos da Defesa também estão nesse posto para melhorar a resposta e melhor direcionar as informações”, reforça Izaac Matos.

Força-tarefa

O Governo do Estado vem trabalhando em parceria com as prefeituras e apoio do Governo Federal em cidades que já declararam calamidade pública ou estão com o processo em andamento. A situação de emergência é decretada diante dos prejuízos contabilizados pelos municípios.

Paralelamente, ações assistenciais são organizadas pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDECMA) em conjunto com as prefeituras. A equipe da CEPDECMA auxilia na condução das ações e gerenciamento do desastre. Os municípios que já decretaram situação de emergência foram Marajá do Sena, Pedreiras, Trizidela do Vale e Lago dos Rodrigues.

Maranhão é destaque em conferência da OMS na Europa

Secretário Carlos Lula representou o Maranhão em evento da OMS em Copenhague

“Esperamos que soluções criativas, como a experiência do Fundo Estadual de Combate ao Câncer, apresentada durante o ‘Diálogo Global sobre financiamento para prevenção e controle de doenças não transmissíveis – DNTs’, em Copenhague, possam servir de inspiração para novas fontes de financiamento dos sistemas de saúde”, o trecho da palestra do secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, repercutiu durante os três dias da conferência promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Representantes de Estado, presentes ao evento, discutiram a criação do financiamento e analisaram possibilidades de incluir a iniciativa em seus países.

Com uma população de 200 mil habitantes, o representante do Ministério de Finanças, Comércio e de Economia Azul de São Tomé e Príncipe, Lindley Monteiro de Jesus, contou que o desafio é definir as linhas de prioridade dos recursos em um país pequeno, mas repleto de necessidades urgentes.

“A nossa população é bem menor, assim como nossos recursos. Um fundo de investimentos em saúde pode ser uma saída, já que precisamos repartir o dinheiro com diferentes setores, e, ao mesmo tempo, precisamos ter o foco nas áreas prioritárias da saúde para evoluir no nosso sistema de assistência à população”, analisou.

Secretário Carlos Lula representou o Maranhão em evento da OMS em Copenhague

Também da região da África Ocidental, a diretora geral do Planejamento, Orçamento e Gestão da República de Cabo Verde, Serafina Alves, considerou a criação do Fundo uma importante demonstração do Governo do Maranhão com a saúde. Segundo a diretora, em Cabo Verde os investimentos estão limitados por desinteresse governamental.

“Nosso país é pequeno, mas muito precário desde a atenção básica. Muitos pacientes precisam ser enviados para atendimento em Portugal, o que gera alto custo com transporte aéreo. Um fundo assim nos ajudaria em diversas áreas, inclusive na oncológica, mas diferente do Maranhão, a falta de apoio político nos coloca muitos impedimentos”, contou Serafina Alves.

Para o Dr. Si Thu Win Tin, chefe do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da Comunidade Pacífica, em Fiji, na Ásia, a criação de um fundo de investimentos na área do câncer reflete a sensibilidade dos líderes com as necessidades de saúde da população.

“Quando um local como o Maranhão, que ninguém conhecia até agora, compartilha conosco o sucesso na criação de uma iniciativa tão importante, vemos que não há impedimento por maior ou menor que seja seu estado, seu país. Os grandes investidores estão cada vez mais escassos, mas isso não deveria ser um impedimento a nossa criatividade para garantir mais dinheiro para saúde. Precisamos ser criativos, precisamos de mais dinheiro, ele nos ajuda a salvar mais vidas, isso importa mais”, pontuou.

Conferência Internacional

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, palestrou sobre o Fundo Estadual de Combate ao Câncer durante o ‘Diálogo Global sobre financiamento para prevenção e controle de doenças não transmissíveis (DNTs)’, a convite da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Copenhague, capital da Dinamarca, entre os dias 9 a 11 de abril.  O evento reuniu políticas públicas exitosas na prevenção e combate de doenças como câncer, diabetes, doença cardiovascular, entre outras.

Carlos Lula destacou a seriedade das medidas para tratamento adotadas no Maranhão

No primeiro dia da conferência, o secretário do Estado da Saúde, Carlos Lula, apresentou a experiência do Fundo Estadual de Combate ao Câncer, mantido através de alíquotas de impostos sobre cigarros e bebidas no Maranhão. Os recursos financeiros são usados em unidades públicas de atendimento especializado, servindo também para expansão e descentralização dos serviços para os municípios do interior do estado. Além disso, podem ser usados na aquisição de equipamentos essenciais à prevenção, diagnóstico e tratamento das neoplasias, tais como mamógrafos e aceleradores lineares.

Em janeiro de 2018, primeiro mês do cumprimento do repasse da arrecadação, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) encaminhou cerca de R$ 650 mil ao Fundo. O Maranhão foi o único representante do Brasil, convidado pela OMS, para apresentar estratégias de financiamento, durante o painel ‘Mobilizando recursos domésticos para doenças não transmissíveis: aprendendo por meio de experiências dos países’.

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