Date: 30 de maio de 2017

PM é condenado por atropelar e matar pedestres em São Luís

Policial foi condenado, mas vai esperar o julgamento do recurso em liberdade

Cinco anos depois de ter atropelado e matado duas pessoas atropeladas, o policial militar Anderson Leandro Rodrigues, 33 anos, foi condenado a cumprir nove anos, oito meses e sete dias de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (30), no Fórum Desembargador Sarney Costa.

A sentença foi divulgada após sete horas de julgamento. O júri foi formado por sete pessoas da comunidade. Apesar da condenação, o policial militar recorreu e permanecerá em liberdade até o julgamento do recurso.

Durante a audiência, quatro testemunhas foram ouvidas durante, inclusive o policial Anderson Rodrigues. Diante do juiz, Anderson disse que estava arrependido e confessou ter ingerido bebida alcoólica, além de estar acima da velocidade permitida.

Vítimas estavam sentadas no calçadão quando foram atropeladas

O acidente aconteceu na noite do dia 21 de setembro daquele ano, por volta das 23h. O policial perdeu o controle do veículo e acabou atropelando Elton Anderson Cantanhede Lima, de 29 anos, e a prima Ivone Costa Cantanhede, de 30 anos. O carro do PM foi parar perto da maré.

As vítimas estavam no calçadão da Praia da Ponta da Areia, quando o veículo do policial subiu a calçada e os atropelou. Na época, o policial militar passou um mês preso e depois voltou a trabalhar normalmente no 13º Batalhão da PM, em São José de Ribamar, onde foi promovido a cabo.

Carro foi parar perto da maré

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No primeiro julgamento realizado em 2015, Anderson sentou pela primeira vez no banco dos réus, sendo inocentado pela morte de Elton, mas condenado a 17 meses de prisão. Na época o MP pediu a anulação do julgamento.

No novo julgamento, o Ministério Público pediu a condenação do réu por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. A defesa ainda tentou convencer os jurados que ele não teve a intenção de provocar o acidente. No entanto, não evitou a condenação.

Homem é preso por estuprar menina com deficiência mental

Homem mantinha vítima em cárcere privado e a violentava diariamente

Um homem foi preso suspeito de ter estuprado uma menina com deficiência mental na cidade de Caxias, cidade interior do Maranhão. O crime aconteceu em 2012, mas Mauricio de Jesus Pinho estava foragido no Piauí e foi preso quando veio visitar a mãe.

O suspeito mantinha a vítima em cárcere privado e a estuprava diariamente. Maurício vai responder por estupro de vulnerável e cárcere privado duplamente qualificado. Ele está preso e aguarda parecer da Justiça em uma cela da Unidade Prisional de Ressocialização de Caxias.

“Ele estava residindo no estado do Piauí e vinha esporadicamente à casa de familiares. Ao sabermos disso fizemos campana e conseguimos lograr êxito prendendo ele no começo da tarde de domingo” afirmou o delegado Jair Paiva.

Só neste ano, 18 pessoas foram pressas por estupro – sendo 16 por estupro vulnerável em Caxias. O mandado de prisão foi expedido pela juíza da quinta vara da comerca de Caxias, mas o processo estava suspenso por que ele estava foragido.

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De acordo com a da Rede Feminista de Juristas (DeFEMde), “crime de estupro é qualquer conduta, com emprego de violência ou grave ameaça, que atente contra a dignidade e a liberdade sexual de alguém”. O elemento mais importante para caracterizar esse crime é a ausência de consentimento da vítima.

Não é preciso haver penetração para que o crime se caracterize como estupro. Desde 2009 o Código Penal Brasileiro prevê, no artigo 213, que o estupro acontece quando há, com violência ou grave ameaça, “conjunção carnal ou prática de atos libidinosos”, prevendo penas que variam de seis a 10 anos de prisão, que podem ser agravadas caso o crime resulte em morte, lesões corporais graves ou seja praticado contra adolescentes de 14 a 18 anos incompletos.

Homem está a disposição da Justiça na Unidade Prisional de Ressocialização de Caxias

Três policiais são presos por tráfico, homicídio e extorsão

Três policiais foram presos por suspeita de envolvimento em vários crimes

Três policiais militares foram presos em Imperatriz, a 626 km de São Luís, suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, homicídio e extorsão. Dois deles estão lotados em Imperatriz e outro é da PM do estado do Pará.

Os suspeitos foram identificados como Breno Duarte Bezerra e John Mike Barros de Sousa (ambos da PM do Maranhão), além de Helson Nascimento Assunção da cidade de Paragominas (PA). Eles estavam sendo investigados pelo Serviço de Inteligência da polícia há algum tempo.

Breno foi preso na tarde de segunda-feira (29). Ele faz parte da Companhia Independente de Amarante, lotado na cidade maranhense de Buritirana. É a segunda vez que ele é preso por suspeita de homicídio. Em setembro do ano passado foi preso por um duplo assassinato.

Além dele, a ação conjunta da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa e da Delegacia Regional de Imperatriz, deu cumprimento a mais dois mandados de prisão contra os policiais militares Jhon Mike Barros de Sousa, do 3° Batalhão, e Jack Helson Nascimento Assunção, de Paragominas, situado no estado do Pará.

Na casa do policial Jhon Mike, além das armas de uso, a polícia encontrou outras armas de fogo que serão periciadas. Na semana passada, outro policial foi preso, o soldado Hermano da Companhia Independente de Amarante. Ele esteve no quartel do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), mas foi transferido para a capital, por suspeita de corrupção ativa.

A operação Diamante Negro continua e outros pedidos de prisão podem ser feitos, segundo avaliou o comando operacional da ação.

Governo afasta servidores após fuga em Pedrinhas

Governo afastou servidores até conclusão do inquérito que investiga a fuga de presos por buraco aberto em muro do CDP

Os agentes que estavam de plantão no dia em que 36 presos fugiram de Pedrinhas foram afastados, segundo informou a Secretaria de Estado e Administração Penitenciária  (Seap).

Os presos fugiram após o ataque ao prédio da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6) ocorrido no último dia 21. Na ocasião explodiram parte do muro da cadeia. (Reveja)

Os servidores ficarão afastados até que a investigação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) seja concluída. A secretaria não descarta a possibilidade de facilitação da fuga, por parte de algum servidor.

Neste fim de semana mais um fugitivo morreu em confronto com a polícia. Renato Costa Sousa era assaltante de banco e estava com uma pistola de uso restrito das forças de segurança (Reveja).

De acordo com o delegado Thiago Bardal, responsável pela Seic, a ação criminosa foi planejada com o intuito de resgatar sete detentos que fazem parte de uma quadrilha interestadual de assalto a banco.  (Veja novamente)

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Até agora 17 dos 36 presos foram recapturados, seis morreram e 13 continuam foragidos.  O número de foragidos foi atualizado pelo governo nesta quarta-feira (24), após recontagem dos presos.

A informação foi confirmada pelo delegado Thiago Bardal após a prisão de três foragidos em um bar na Vila Luizão, em São Luís.

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